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quarta-feira, 11 de março de 2009

Quem tá na chuva é pra se molhar...

Vivemos em um país onde a liberdade de expressão é garantida por lei. Mas, em alguns momentos, desfrutar dessa liberdade pode gerar um problema. Quem nunca quis não ter dito aquela frase naquele exato momento? Eu poderia até escrever um texto dissertativo sobre o assunto, mas acho melhor contar casos verídicos (ou não) em que o melhor é ficar de boca bem fechada.

1. Conversa entre amigos, 5 ou 6 pessoas na conversa e um garoto solta:

- Nossa! Lá no meu bairro agora só dá aqueles muleques com aba reta, cabelo espetado, que ficam ouvindo uns funks escrotos no celular, só fala merda e ainda se acha malandro...Não vejo a hora de sair daquela merda.

- Meu namorado é assim - constatou uma garota da conversa.

2. Um dos primeiros dias de aula na faculdade, o professor lá na frente começa:

- Ah, porque lá na Zona Leste é muito violento, cheio de favela, eu odeio ter que passar lá quando saio de carro. Ainda mais naquela região de São Matheus...

Dois colegas que que se conheciam há pouco tempo comentam a fala do professor:

- Ah, é verdade né. Fiquei sabendo que lá é mó quebrada...
- É.... Eu moro lá.

3. Dois amigos conversando sobre as novidades na vida de universitário:

- E aí? Tá gostando da qualidade da sua facul?
- Claro. Ainda bem que eu não fui fazer lá na Uniesquina... Tem uma galera da minha sala que desistiu de lá e falou que é mó zona...
- Eu sou formado na Uniesquina...

4.
- Ow, você viu aquela mina lá? É bonita, mas com essa saia dá pra ver até o útero...
- É minha irmã...

No more.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Inacreditável

Não tenho palavras pra descrever minha indignação com uma coisa dessas. É inaceitável ver uma torcida de futebol gritando algo assim. Todos sabem que temos violência em várias torcidas organizadas, principalmente nas dos clubes grandes, mas a esse ponto de gritar "A violência voltou" eu nunca tinha visto.

Nos resta lamentar e esperar atitudes das autoridades.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Inevitáveis escolhas

Como prometido, venho compartilhar a dúvida que me acompanhou durante os últimos meses. Há uns dois anos, fazendo cursos descobri que tinha uma grande vocação para administração. Meu espírito de liderança(mandão), meu gosto pelas matérias (geralmente aprender a mexer com dinheiro ou manipular as pessoas) e a sede pelo conhecimento (dinheiro) me fizeram perceber que eu realmente gostaria de seguir essa carreira de administrador.

Aí foi uma beleza, passei mais de um ano e meio com essa certeza na cabeça e fiz até técnico pra chegar na faculdade com um conhecimento básico e conseguir um estágio com mais facilidade. Vários amigos e parentes me elogiavam pela minha certeza numa epóca em que muitos ficam em dúvida no que fazer. Mas sempre que a coisa tá boa acontece algo pra atrapalhar.

Acabei descobrindo um curso muito legal e uma proposta totalmente inovadora de uma universidade federal através de um professor e um amigo. O mais interessante é que o curso tinha tudo a ver com a minha idéia (até 2012 eu posso), afinal bacharelado em ciência e tecnologia (posteriormente engenharia de energia) e administração são praticamente o mesmo curso. Fundamentos da biologia e Introdução à Administração são a mesma matéria, só muda o nome mesmo.

Pra ser sincero, fiz os dois vestibulares sem estudar. O problema é que eu dominava muito mais as matérias que caíram no de administração. Enquanto consegui uma nota excelente nele, consegui uma média final medíocre no da federal. Então pensei: o vestibular decidiu por mim. Comecei o curso de administração e esqueci a situação. Mas, alguns dias depois, acompanhando o andamento das matrículas, percebi que tinha muitas chances de passar numa das últimas chamadas da federal. Aí a duvida começou novamente.

No último mês eu mudei tanto de idéia e pensei tanto nisso que agora até eu estou de saco cheio desse papo. Semana passada tive certeza que se meu nome saísse eu entraria. Fiquei com essa idéia na cabeça e até confirmei para os mais próximos. Aí no começo desta semana, mudei de idéia e resolvi ficar em administração mesmo. Até então meu nome não tinha saído.

Quarta-feira de manhã, aula de Tecnologia da Informação, eu no laboratório da faculdade, entro no site da federal e vejo meu nome nos aprovados em quarta chamada. Na hora aquilo me balançou, já não tinha mais tanta certeza assim do que faria. Adiei bastante minha decisão, tive conversas importantes com várias pessoas e hoje escrevo porque já decidi. Vou ficar em administração mesmo, realmente faz mais o meu perfil.

Me orgulho de ter podido escolher entre dois projetos de carreira tão promissores. Também me orgulho de estar estudando na 4ª melhor faculdade de adm do Estado de São Paulo (8ª do Brasil) e de ter passado (mesmo que na quarta chamada) no vestibular de uma universidade federal. Torço para que o projeto ainda tão contestado desta federal seja um grande sucesso assim que se formarem os primeiros alunos e estes entrem no mercado de trabalho.

Sempre vou me lembrar disso, mas nunca como um arrependimento e sim como uma boa lembrança, algo que me fez refletir mais sobre minha carreira e amadurecer um pouco mais me permitindo tomar minhas próprias decisões.

E só pro post não ficar muito sério resolvi colocar uma pérola no final. Essa vai em homenagem ao meu amigo Hudson, que eu não vejo há um bom tempo, mas que sempre estará entre meus melhores amigos:

Eu, Luiz, Lucas e Hudson na piscina do prédio do Luiz após um futebol na quadra. Todo mundo cansado, aproveitando a água gelada para relaxar os músculos, jogando papo fora quando o Lucas resolveu pular na água. Vendo o movimento de seu amigo rumo à grande banheira, nosso amigo Hudson soltou uma inesquecível:

- Lucas, dá um triplo mortal duplo.

Como diria uma amiga minha, sensacional.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Administrando...agora o futebol

No último post recebi um comentário da Amanda que me fez pensar bastante. Realmente quem o leu pode pensar que eu não estou animado com o curso de Administração. Refleti bastante e percebi que esse problema do capitalismo, exploração do próximo, competição predatória e etc não é um caso isolado desse curso apesar dele estar intimamente envolvido com essa realidade. Em quase todas as áreas profissionais do mundo você fará parte desse ciclo vicioso. É uma pena, mas é verdade. E fica a nosso critério: fechar os olhos para essa realidade ou tentar mudá-la.

O sistema econômico é só uma parte de toda injustiça existente no mundo. Acabamos voltando ao ponto crucial da sociedade que envolve eleições, educação, conscientização e toda aquela gama de fatores que fazem o mundo ser como ele é. E quem sou eu para discutir soluções para um mundo inteiro?

Um outro assunto que me ocupou muito o pensamento nos últimos dias foi o futebol atual. Não o esporte em si, até porque eu estaria entrando em um assunto no qual alguns dos poucos leitores do meu blog não se interessam. Mas, sim, na realidade econômica do futebol. Não torcemos mais para clubes e sim para empresas. Hoje ganha campeonato o clube que é melhor administrado e não o que revela mais talentos (apesar desses fatos estarem interligados às vezes). Uso como exemplo o São Paulo, que nos últimos anos tem ganhado vários títulos não porque teve a sorte de revelar jogadores como um Zico ou um Pelé, mas porque tem no setor adminsitrativo um time mais competente. O jogo hoje não é mais dentro das quatro linhas do estádio, mas dentro das quatro paredes dos escritórios dos clubes e empresários.

Pensando racionalmente esse é um fato muito agradável: os jogadores hoje são trabalhadores como outro qualquer com seus direitos e deveres, o dinheiro dos clubes é melhor administrado, os clubes tem muito mais força para lutar pelos seus direitos e tudo está legalizado perante a lei. Claro que tudo isso na teoria, porque existem muitos exploradores e picaretas nesse meio. Mas, se pensarmos por esse lado, não existe praticamente nada justo no mundo.

Mas e a paixão dos torcedores pelos clubes? Quem realmente torce para algum clube deve saber do que eu estou falando. Nossa torcida fica condicionada ao trabalho da diretoria. Semana passada mesmo eu estava comemorando que o novo presidente do Palmeiras é um dos melhores economistas do Brasil. Será que isso é bom? Há 50 anos atrás os clubes já tinham uma certa administração, mas a coisa era mais livre, não existia um comércio tão grande de jogadores, eles de identificavem com o clube e ganhava campeonato quem desse sorte de revelar grandes jogadores. E esse era o barato porque ficava imprevisível quem seria o campeão antes que os grandes talentos aparecessem. Agora a coisa é mais certinha. É só um clube começar com uma boa administração que daqui há alguns anos ele estará comemorando títulos.

O futebol como um negócio pode ser um avanço em muitas áreas, mas é injusto com o amor aos clubes que muitos brasileiros têm. E esse amor é algo que não se explica, é algo que faz homens se abraçarem, chorarem como criancinhas e está presente em milhares de pessoas não só no Brasil. Eu mesmo já pensei em parar de torcer para o Palmeiras quando percebi que o dinheiro comandava o futebol atual, mas é algo maior do que eu.

(Percebo que cada vez mais critico o capitalismo e suas vertentes em meus posts - logo eu, que tenho praticemente todos os sonhos baseados nele)

Bom, próximo post a historia de um rapaz indeciso na escolha da faculdade.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Administrando

Uma semana e meia de aula já na facul (é isso mesmo...minha aulas começaram dia 21 de janeiro) e eu comecei a pensar no meu futuro como administrador. Isso se eu for virar mesmo administrador já que ainda tenho chances de entrar numa universidade federal pra fazer Engenharia (de gestão ou de energia). Cara, é foda você viver se aproveitando desse capetalismo que reina na nossa sociedade. Algumas vezes eu me pego tendo uns pensamentos que me dão medo sobre o que é o limite para se ganhar dinheiro numa empresa.

Aí, para ajudar, a professora de Intodução as Ciências Sociais e Políticas (nome bonito, não?) não comparece a aula porque está no Fórum Social Mundial (me pergunto se ela estaria ontem na passeata a favor da maconha) e nos deixa para assitir o filme The Corporation que mostra grandes corporações explorando sem dó homens, animais e ecossistemas em busca do lucro para seus acionistas. Não sou desse tipo mas teve gente saindo da sala com vontade de explodir grandes empresas.

Essa semana brinquei com um colega de classe falando que como estávamos numa sala de administração só tínhamos mercenários, interesseiros na sala, mas tenho medo de que isso seja verdade. Em apenas uma aula eu fui obrigado a ouvir duas frases que se encaixam muito bem nesse pensamento: "A ambição é o que move o mundo" (a frase do semestre segundo a professora de Introdução a Administração) e "O que vale um milhão não é a ideía, mas a aplicação da idéia" (essa deve estar escrita na cabeceira da cama do Bill Gates, né?).

Acho que cada homem possui seus ideais políticos, pessoais, de conquista, mas deixa boa parte de lado quando percebe que o "sistema" o obriga a trabalhar como um condenado para poder sobreviver. Ou ainda, com mais sorte ou competência, quando ele percebe o luxo que o dinheiro pode lhe proporcionar enquanto outros milhões trabalham como um condenado para poder sobreviver. Não sei se estou preparado para entrar nesse mundo, nem sei se sou obrigado a entrar nesse mundo. Mas, talvez, eu já esteja com minha mente inserida nele e nem percebi ainda.

Espero ler este post daqui há 10 anos e me orgulhar das descisões que tomei durante esse tempo. Só não sei se terei orgulho do quanto eu batalhei nesses dez anos para viver como um condenado sem esquecer meus ideais ou se terei orgulho de estar com um bom padrão de vida sem esquecer meus ideais.

Agora, discutir os ideais já é assunto pra vários outros posts se um dia eu realmente vou escrever sobre isso.

Como disse no último post, gosto é gosto mas achei digna de ser postada nesse blog a piada de uma colega de classe. Provavelmente, ela nunca vai ler mesmo então não preciso dar os créditos:

A professora nos deu um texto para ler onde o autor defendia que faltavam administradores no Brasil para tudo. Aí no meio da aula, a energia elétrica parou de funcionar, a lâmpada de emergência(ou a luz de incêndio como disse outra colega de classe) não funcionou e então essa colega disse:

- É que faltou gente pra administrar a lâmpada.

Sensacional.

domingo, 14 de dezembro de 2008

Nos embalos da tarde de domingo

Início de férias, um domingo típico sem nada para fazer, eu procurando algo legal na internet, lembrando que não tem mais jogo do verdão até a metade de janeiro. Pensei em postar no blog, fui dar uma olhada no msn, pensei em postar no blog, fiquei mexendo na biblioteca do Itunes, pensei em postar no blog, comecei a navegar pelos favoritos do Internet Explorer, pensei em postar no blog, li o novo post do meu amigo Dalleck. Não teve jeito, tinha que postar. Não que seja árduo para mim postar, eu até gosto de exercitar os dedos(hum) e a mente, mas o legal é quando você tem inspiração e sai correndo para o PC louco para escrever a nova idéia.

Foi difícil também escolher o assunto. Não estava preparado psicologicamente para escrever uma crônica. Enquanto pensava no assunto, percebi que acabava uma música do DJ Armin Van Buuren e que a próxima pela ordem alfabética era do Aviões do Forró, "Lapada na Rachada", que eu havia baixado na brincadeira, como várias outras músicas idiotas que tenho. Se isso ajuda, depois do ocorrido, essa música não faz mais parte dos meus arquivos. Deletei na hora. E já esvaziei a lixeira para não correr o perigo de restaurá-la. Estava escolhido o meu assunto: música.

Antes que qualquer um me crucifique ou ridicularize pelas linhas q escreverei, deixo bem claro que gosto não se discute, se lamenta.

Cresci ouvindo Xuxa, Angélica, Eliana, Sandy & Júnior, Chiquititas, essas coisas. Quando parei de escutar esse tipo de música, acompanhei minha mãe nas suas rádios preferidas e não passava um dia sem escutar as rádios Cidade, Gazeta, Transcontinental e etc. Pagode, sertanejo, forró universitário, axé e pop o dia inteiro. Mas o que eu mais gostava mesmo era aqueles grupinhos de pagode que juntavam entre 4 e 7 caras, nenhum tocava bosta nenhuma, aí ficavam todos prum lado e pro outro a música inteira enquanto um fingia que cantava ao som do playback.

Enquanto a maioria dos meus amigos tentavam virar rockeiros, usando All Star, comprando camisas de bandas de rock famosas, achando os punks o máximo eu insistia para minha mãe me deixar descolorir o cabelo e comprar um CD do Travessos pra mim. Bons tempos. Sinceramente não me orgulho disso, mas hoje entendo as pessoas que eu julgo ter um péssimo gosto para música. Ainda cantos alguns pagodes famosos e às vezes ouço uma dupla sertaneja, mas não com tanta frequência e me considero um cara eclético.

Esses álbuns do lado direito mostram um pouco do que eu mais curto atualmente e, mesmo entre eles, existem algumas coisas bem distintas como DJ Tiesto e Móveis Coloniais de Acaju. Gosto de música eletrônica (algumas apenas pela batida e outras pela sensação que elas transmitem), gosto de algumas bandas de rock inglesas e americanas, alguns amigos meus me dizem que tenho um gosto indie, gosto de múcias brasileiras com boas letras como as do Humberto Gessinger, gosto de Beatles, gosto de Amy, gosto de Ira!, e gosto também de bandas que conseguem misturar boas batidas com letras irreverentes. Gosto até de Cansei de Ser Sexy. Estou sempre procurando coisas novas e não posso negar que meus amigos mais próximos tem muita influência no que eu escuto hoje. Mesmo assim ainda desagrado muitos deles quando falo que ouço algumas coisas como Faichecleres. Gosto é gosto.

Ainda estou tentando me "atualizar" com os clássicos do rock que eu deveria conhecer, mas com o tempo eu conhecerei boa parte deles. Naõ sei porque, mas causo uma grande estranheza em alguns colegas quando falo que não sei identificar algo como Smoke in The Water quando ouço. Estranhos são eles que não sabem identificar Rubro Zorro do Ira!. Hehe.... Como diria o velho ditado, cada um no seu quadrado.

(Juro que escrevo algo bom no próximo)

sábado, 29 de novembro de 2008

Habemus pérolas!

Como prometido estou trazendo mais uma vez, novamente, de novo algumas pérolas da minha sala de aula. O triste é que falta só mais uma semana pra essa convivência acabar. Espero que eu tenha colegas de classe que falem muita besteira na faculdade pra poder continuar postando algumas pérolas aqui no blog. Só acho difícil encontrar alguém que tenha tantas pérolas quanto a Gabi. Ela consegue soltar uma a cada aula. E são 6 por dia. E também vou precisar de um amigo como o Lucas, desocupado, que anote as pérolas e me mande depois. Bom, acho melhor parar de enrolar e ir direto ao assunto.

1. Mamãe querida

Todos na sala estavam concentrados nos exercícios ou pelo menos fingiam que estavam porque o silêncio reinava. E no meio desse marasmo, numa conversa com a Fernanda, a pequena boliviana Damaris soltou em um tom exageradamente alto:

- Minha mãe deu pra todo mundo! Sem mais.

2. Comendo

Alguma professora, não me lembro qual exatamente, estava abismada com a quantidade de guloseimas que o querido Rafael Japa leva todo dia para a escola. E a foi aberta a discussão sobre como ele comia tanto e não engordava. Eu, conhecedor do caso, fui esclarecer a situação e acabei complicando mais um pouco:

- É porque o Japonês abre e o Tuteti come.

Depois de perceber que havia sido infeliz em minha declaração, ainda ouvi o Tuteti exclamando:

- É gostoso.

3. Transfusão

Aula de biologia (o antro das pérolas), a professora falando sobre tipagem sanguínea, explicando quais tipos de sangue podem doar para quais e a Gabi chegou a uma conclusão um pouco equivocada:

- Se eu morrer vocês vão doar sangue para mim.

Eu acredito que seja meio difícil doar sangue para alguém que já morreu, mas o que vale é a intenção.

4 . Orgulho se ser brasileiro

Na mesma aula de biologia, o mesmo assunto e dessa vez quem soltou uma pérola não foi nenhum aluno, mas sim uma professora, a querida professora Isabel, aquela que mais ri das nossas piadas sem graça. Continuando no assunto sobre doação de sangue ela soltou uma no mínimo constrangedora:

- É que a gente brasileiro pode dar pra todo mundo.

Muito obrigado por avisar, professora. Vou sempre lembrar disso na minha vida.

5. Favor

A sala se preparando para fazer prova de Português, eu concentrado na minha carteira quando ouvi a Gabi falando:

- Jesy, passa o papel higiênico pra mim.

6. Que pena

O professor de Química havia faltado e um novo professor já havia visitado a escola para talvez tomar seu lugar. Todos curiosos sobre informações do novo professor e a professora Roseli (ou mamãe) perguntou qual era o nome dele.

- Márcio - respondi prontamente já que o havia encontrado na semana anterior.

- Ai se fosse Mário... - suspirou sensualmente Thiago lamentando também o fato de não haver um armário na sala.

7. Ida ao banheiro

No meio de uma prova muito cansativa pedi para ir ao banheiro e demorei a voltar porque encontrei uma professora e precisava conversar com ela. Quando entrei na sala, o Tuteti olhou para mim dando risada e falou:

- Demorou hein, Douglas...

O pessoal começou a zuar e aí o grande professor Jaime soltou:

- Se balançar mais de duas vezes é problema...

Não precisa de muita imaginação pra imaginar do que ele estava falando. Depois dessa, ele ainda soltou mais umas três sobre o mesmo assunto, mas não lembro e ninguém anotou.

Bônus:

Para acabar esse post, vou escrever uma pérola que não aconteceu na sala mas ainda me faz dar muita risada quando lembro.

Casa do meu amigo Luiz, eu ele e o Lucas na sala indo jogar videogame e eu mexendo no Zune do Lucas, ouvindo uma música, muito boa por sinal (The Mating Game - Bitter Sweet). Os dois conversando e quando tirei o fone do ouvido só consegui ouvir o Luiz falando:

- Me lambe.

Do que ele estava falando, eu deixo a imaginação de vocês responder.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Finalmente...

Depois de mais de um mês estou de volta. É difícil pra mim manter uma regularidade nos posts. Pra sair algo bom eu tenho que ter tempo, vontade, e inspiração ao mesmo tempo. Isso acontece a cada 76 anos igual à passagem do cometa Halley. Aliás eu acabei de lembrar que não posso manter uma regularidade porque se não estarei desrespeitando o nome do blog.


Esse fim de ano promete. Saindo da escola que eu estou há quinze anos. Pra se ter uma idéia, eu fiz dois maternais e meio lá. Tenho praticamente uma pós-graduação em dormir na sala de aula referente à essa época de "estudo" (se bem que eu tenho praticado bastante ultimamente). Tem uns funcionários que nem me cumprimentam mais porque já estão de saco cheio da minha cara. Às vezes eu passo por um grupo deles, dou aquele cumprimento discreto, eles só balançam a cabeça e quando eu passo só consigo escutar ao fundo "Caramba, essa gordinho tá aqui ainda. Esse muleque gosta da escola hein!". E pra ajudar na situação há um ano e meio eu comecei a estudar dois períodos por causa do curso técnico.


Com certeza vou sentir saudade daquele lugar, mas tem o lado bom de ir para a faculdade. Agora a vida começa de verdade. "Sexo, drogas e rock and roll" é o lema nessa nova vida. Pra falar a verdade, no meu caso é só rock and roll, mas assim fica mais bonito. E ainda terei que começar a trabalhar. Eu, que já estou morrendo de cansaço todo dia só estudando dois períodos vou ter que fazer facul e trampar ao mesmo tempo. E ainda vou ter que arranjar tempo para os trabalhos da facul. Ou seja, pouco ou nenhum tempo para a diversão. Acho que já falei isso, mas agora a vida começa verdade.

Falando em tempo para diversão, cada dia que passa fico com mais dó do meu violão. Ele, que nem completou dois meses de vida, vive sozinho no meu quarto. Não tenho tempo para ele. Só nos fins de semana e feriados e olhe lá. Pensei em treinar de madrugada. Além de ter tempo livre, ainda estaria no período mais inspirador do dia e poderia até compor. Dormir? Quem precisa disso? Só não faço isso, porque o barulho acordaria minha mãe. Juro que esse é o único motivo.


Nesse período inativo, passei uma das melhores semanas da minha vida em Porto Seguro comemorando a formatura do terceiro ano com meus amigos. Foi maravilhoso, diversão o dia inteiro e a noite inteira, praias, parque aquático, baladas, pessoas legais, bebida e até Mc Donalds. Várias histórias pra contar e muitas fotos. Falando em fotos, achei melhor colocar uma aqui no blog que vale mais do que várias histórias. Só esclarecendo: Eu não estava bêbado, não tenho senso de ridículo e não tenho vergonha na cara.

Eu não me orgulho disso, mas vale tudo para entrar na brincadeira. Eu só acho que nessa de trocar de roupa os homens sempre ficam em desvantagem. O correto seria as mulheres ficarem sem camisa já que macho que é macho anda sem camisa. Mas de qualquer jeito foi muito engraçado esse dia. E o melhor foi ir numa baladinha onde estavam presentes senhores e senhoras que não estavam participando da brincadeira.

O importante é que valeu a pena. Estou até hoje baixando uns axés no meu PC para escutar e lembrar daquela semana maravilhosa. Falando em axé, uma coisa em intrigou muito durante a viagem. Toda vez que eu estava dançando axé, funk ou algo do tipo alguém me perguntava se eu tinha bebido. Caramba, será que ninguém sabe entrar no clima sem beber. Eu já sou bêbado naturalmente, não preciso disso.

Duas novidades: foi lançado numa cerimômia solene um blog que promete juntando vários blogueiros bons e um amigo meu (dalleck):http://www.diariosroubados.blogspot.com/. A outra é que no próximo post teremos novas pérolas vindas da minha sala. Já comecei a seleção e em breve elas estarão aqui.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Postei!

Antes de mais nada eu queria mandar um salve para o Mário (aquele, sabe?) que foi reconhecido mundialmente como primeiríssimo honorário leitor do De repente(seria muito sem graça colocar um link aqui, então só mudei a cor). Depois de uma campanha insistente dos leitores não tinha como não homenageá-lo. O cara vive dando apoio aos meus queridos colegas atrás do famoso armário. Um salve a todos que participaram da campanha pró-Mário e lembrem-se: sempre com camisinha!

Ah, também queria parabenizar o blog Farofa à Milanesa(em algum lugar aqui da página você acha o link.Dica: canto direito superior) pelo seu aniversário de 1 ano. É praticamente um bebê começando a andar e falar. Que gracinha! Dá até vontade de apertar as bochechinhas. Que fique bem claro que os meus parabéns vão para o blog e não para o autor dele já que este é apenas um mero detalhe na obra. Desejo vários anos de vida para o Farofa. Lembre-se sempre: muitos vão passar na sua vida e apenas ler, mas os únicos que ficam são os comentários.

Um abraço também para o meu grande amigo Luiz (que provavelmente nunca entrou no meu blog). Sábado passado ele completou 71 anos, está na flor da mocidade. Ainda vamos fazer muita bagunça juntos nesse mundo (antes de 2012, é claro). O bom de se ter amigos é que você sempre lembra daquela piadinha manjada de que amigo a gente escolhe e irmão não, ou seja, tem que aturar de qualquer jeito.

Uma coisa curiosa que eu estava pensando hoje(sim, eu penso. E antes que você lembre daquela piadinha infâme, não, não fede) :

Tudo fica mais engraçado no blog. Eu sou um daqueles seres que perdem o amigo mas não perdem a piada. Nunca tive vergonha de soltar as piadas mais sem noção que passam pela minha cabeça todo momento. Mas percebi que elas surtem um efeito melhor no blog do que pessoalmente. Andei usando algumas piadas ou brincadeiras que eu costumo fazer pessoalmente aqui no blog e diferentemente do que eu ouço geralmente (Que merda!, Não tinha outra melhor não? Que piada sem graça! ) eu só vejo risadas nos comentários. Ou o pessoal está tentando me agradar porque eu estou começando o blog agora ou esse efeito é verdadeiro.

Domingão, eleição, jogão no sábado. Pensei em fazer alguma brincadeira relacionada a esse tema mas no nosso país é melhor não. Grande parte da população não consegue levar a sério o assunto nem mesmo quando é preciso. Espero que o resultado dessas eleições ajudem no futuro do nosso país.

Bom, acho que por hoje é só. Até o próximo programa com muito mais diversão, informação e brincadeiras pra você.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Novo endereço

Estava eu segunda, na sala de aula, sozinho, quando pensei: "Cara, o endereço do blog está muito diferente do título...Tô precisando mudar." Apesar do meu ego ficar um pouco abalado de ter o seu nome retirado do endereço, eu precisava melhorar aquilo. Mas, devido à rotina semanal da segunda, tinha que esperar até a terça para fazer a metamorfose no blog.

Terça-feira, período da tarde, estava em casa um pouco atarefado mas resolvi colocar em prática o combinado comigo mesmo. Abri o Internet Explorer que sempre demora um pouco para carregar devido às quatro páginas iniciais que eu continuo insistindo em usar, dei uma olhada em quem estava online no Msn, atualizei o famoso AVG e depois de fuçar um pouco no orkut e ver as mesmas tragédias de sempre na página de notícias percebi que estava na hora da ação.

Fui nos Favoritos, abri o "De repente" e fui nas configurações. Depois de meia hora fuçando, achei onde eu mudava o endereço do blog. Já havia tentado quando criei o blog mas só por desencargo de consciência eu tentei "derepente.blogspot.....". Não foi. Tentei "de-repente...". Também indisponível. Pensei em "derrepente..." formando uma palavra só e matando o português, mas para o alívio da minha professora de Gramática não consegui. O nervosismo já tomava conta de mim e eu procurava novas possibilidades. "Mudar o nome do blog? Nem pensar!" .

Apelei. Fui no Google Tradutor, digitei de repente, comecei a mudar para vários idiomas e colar no endereço para testar. Inglês é muito modinha então pulei. Tentei croata (indisponível no blogspot), búlgaro (indisponível), alemão (também), grego (mais um), hebraico (outro indisponível), tcheco("filho da p...), norueguês (caral...) e também vietnamita. Como diria meu amigo Lucas "tava osso". Numa última tentativa traduzi de português para português na esperança de conseguir algo diferente mas não adiantou.

Quando minhas esperanças já tinham se esfacelado, meu tio me chamou e comentou sobre o cano furado na cozinha. Perguntei:

- O cara vem arrumar hoje?

- Ah. De repente, Douglas, ele vem. Nunca sei a hora que esse desgraçado chega quando a gente chama.

Parei. Pensei. Olhei para os dois lados. Atravessei. Me perguntei novamente se aquilo era verdade. Eu tinha mesmo ouvido "De repente, Douglas". Era algo espetacular. Meu tio tinha achado a solução. Saí correndo do meu quarto e fui na sala para lhe dar um abraço. Ele não entendia nada e me perguntou o porque. "Nada tio. Só estou feliz porque o encanador vem arrumar o cano".


Escrevi a obra literária de meu tio no endereço e dei Enter. Aquele momento foi mágico. Depois de alguns décimos de segundo apareceu uma mensagem avisando que havia dado erro. A vírgula não poderia ser colocada no endereço. Com muito pesar a retirei e confirmei novamente. Mais um momento mágico. Erro na digitação daquela maldita palavra de confirmação. Digitei com muito cuidado dessa vez e cliquei. Mais um momento mágico (já me sentia num circo). Dessa vez estava tudo correto e o novo endereço estava salvo. Ufa!

http://derepentedouglas.blogspot.com/

Está aí o novo endereço. Provavelmente se você está lendo este post já sabe disso. Quem conhecer algum leitor do meu blog (eu não conheço nenhum), que estiver desavisado da troca, por favor me ajude. Se você leu até aqui muito obrigado e até o próximo post. Ah, se possível comente nos comentários (by Pleonasmo).